quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ela nunca dorme

Quem foi que disse que São Pauló é cinza? Provavelmente o mesmo que diz que paulistano só pensa em trabalho e que a falta de praia o torna frio e estressado...
São Paulo não é cinza, pelo contrário é colorida. É o verde do Parque do Ibirapuera, o vermelho do Masp, o azul do céu em um dia de verão, o amarelo - laranja do sol se pondo em um final de tarde, é o colorido que está na cara das pessoas indo e vindo todo o tempo... mas se mesmo assim ainda disserem que ela é cinza, eu mesmo assim fico com ela, e digo que o cinza nasceu do preto e branco das fotos que jamais serão esquecidas, e que sempre que olhamos para uma, nos bate uma melancolia gostosa daquelas que embriagam.
Sejamos francos, São Paulo é o pólo econômico que movimenta o país e isso é uma responsabilidade e tanto! Será por isso que ela tem essa cara de executiva?!
Não se engane ela não tira a gravata só aos finais de semana... São Paulo nunca dorme! Sabe quando você trabalha o dia inteiro e mesmo cansado recebe um convite daqueles irresistíveis para um programa a noite e no outro dia vai trabalhar mesmo que virado?! É, São Paulo é assim, de terno ou salto alto ela não dispensa a mochila nas costas e assim está pronta para qualquer parada!


Se sua praia não tem onda, faixa de areia e maresia, ela improvisa, e faz bem feito! Vai à rua com seus teatros, viradas culturais, bares, turnês mundiais... ela nunca dorme...
E se São Paulo não dorme, este post é um convite para você ficar acordado com ela!


sábado, 28 de novembro de 2009

Contra Capa


Quantas vezes você já virou um livro para ler sua contra capa, mesmo que a capa não tenha lhe chamado a atenção?
Bom, essa é a minha "contra capa" aquela parte do livro onde lhe apresenta um pouquinho da história, ou pelo menos era o que ela deveria fazer...

Eu já tive medo de perder pessoas que amava, mas percebi que se amava de verdade, de uma forma ou de outra, nunca as perderia;
já aprendi a andar de bicicleta, e foi este ano;
já tive que falar quando o que mais queria era me calar;
já me fiz forte, quando por dentro era só estilhaço;
já achei que não ia conseguir, e então alguém acreditou;
já chorei de tanto rir;
já cai de bunda no chão algumas vezes, tá bom, várias vezes;
já vi o sol nascer e juro, ouvi o som que vinha não sei de onde, mas emocionava;
já fui à Bahia, e não tenho dúvidas, o coração do mundo bate ali;
já sentei no chão do banheiro para chorar;
já disse coisas que não devia, nunca ter dito a ninguém;
já pensei que seria advogada, atleta, psicóloga, bailarina e hoje faço Publicidade;
já me apaixonei pra sempre e percebi que o pra sempre às vezes acaba;
já ouvi eu te amo e me calei, e hoje ... hoje eu amo;
já escrevi uma carta para mim e abri depois de um ano, e me dei conta, de que quem a leu era outra que mais aquela;
já fiz uma lista de lugares que preciso ir antes de morrer, e ela me parece cada vez maior;
já pensei nos 3 pedidos que faria ao Gênio da lâmpada;
já vi a lua mais linda da minha vida, e outra vez mais e outra mais...
já pensei muito em algo e aconteceu, e isso acontecendo cada vez mais;

já conheci as melhores pessoas que alguém pode conhecer, e as guardo todas em meu coração;
já quis voar e ter super-poderes, mas os super-heróis são bem mais interessantes em quadrinhos do que no espelho;
já chorei lendo a última página de um livro;
já ouvi a mesma música repetidamente e, faço isso sempre;
já sei qual seria a trilha sonora da minha vida, caso nenhuma música mais rolasse;
Eu já fiz muitas coisas das quais sinto falta e outras que não, mas se me permite a menção, Renato Russo disse uma frase que pra mim hoje faz todo sentido, e se ele estava certo, é mesmo um vício em insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi...